terça-feira, 1 de maio de 2012

NÓS CATÓLICOS ADORAMOS IMAGENS?



Muitas são as acusações que nós católicos sofremos por venerarmos as imagens sagradas. Nos acusam de idolatria e dizem que estamos "traindo a fé do Deus verdadeiro". O primeiro argumento que se ouve é a seguinte passagem do livro do Êxodo:

"Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra." Ex 20,4.

Mas isso não passa de uma interpretação fundamentalista, isso é, ao pé da letra das Sagradas Escrituras, gerando uma interpretação fora do contexto em que o texto sagrado foi escrito. Vamos analisar alguns pontos:

1) Um pouco mais na frente, o próprio Deus determina a Moisés que seja feito o seguinte para ser colocado como adorno na arca:

"Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro" Ex 25,18.

Estaria Deus se contradizendo?



2) Novamente, Deus vai determinar a Moisés, pois o povo, por ter adorado ao bezerro de ouro, foram picados por serpentes e Deus disse a Moisés:

 "Então o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que morderam e mataram muitos.O povo veio a Moisés e disse-lhe: “Pecamos, murmurando contra o Senhor e contra ti. Roga ao Senhor que afaste de nós essas serpentes.” Moisés intercedeu pelo povo,e o Senhor disse a Moisés: 'Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo. 'Moisés fez, pois, uma serpente de bronze, e fixou-a sobre um poste. Se alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, conservava a vida." Num 21, 6 - 9.

Estaria Deus se contradizendo novamente?

Além disso, basta observarmos que o versículo seguinte completa o mandamento: 

"Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto. Eu sou o Senhor, teu Deus, um Deus zeloso que vingo a iniqüidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam". Ex 20,5

Ou seja, a imagem não pode é roubar a adoração a Deus, se isso acontecer, estamos sim sendo idólatras, mas isso não é o nosso caso.

Nos primórdios da igreja, em torno dos séculos I e II, a igreja já construía imagens e as venerava, como podemos ver nas imagens abaixo existente nas catacumbas de Priscila, em Roma, onde os primeiros cristãos já veneravam imagens, antes mesmo de se definir o canôn bíblico, ou seja, antes de existir Bíblia, já se existia veneração de imagens.

 O Catecismo da igreja católica afirma , com relação a veneração das imagens:

"O culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas olha-as sob o seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não se detém nela, mas orienta-se para a realidade de que ela é imagem"(Catecismo da Igreja Católica 2133 - 2134)

Isso quer dizer que só veneramos aquele determinado santo por que existe um Deus que o tornou santo, o que quer dizer que o santo é apenas uma ponte até o Criador.

Dessa forma, fica fácil ver que nós católicos não adoramos imagens, e mais ainda, aquele que não acredita na economia das imagens, não crê no próprio Cristo, afinal é como afirma São Paulo: "Ele é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação.", o que quer dizer que quem não crê nas imagens, não crê na encarnação do próprio Jesus, pois já dizia são João Damasceno, explicando essa passagem citada acima, e ninguém melhor do que ele, que é considerado o santo das imagens:

"Antigamente Deus, que não tem nem corpo nem aparência, não podia em absoluto ser representado por uma imagem. Mas agora, que se mostrou na carne e viveu com os homens, posso fazer uma imagem daquilo que vi de Deus... Com o rosto descoberto contemplamos a glória do Senhor". 

Deus abençoe a todos...

O QUE É APOLOGÉTICA?

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“Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada.”
 Mt 10, 34

“Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito.”
1Pedro 3,15

A palavra apologética vem do grego απολογία e significa defesa, justificação. O seu significado mais comum é como defesa da fé católica, e vem sendo utilizado desde a época dos Santos Padres. A apologética tem dois fins:

a) Justificação da fé: Significa que neste ponto, a apologética vem responder a seguinte pergunta: "Dentre tantas religiões no mundo moderno, qual é a verdadeira?" O apologista católico sustenta que somente a sua fé é verdadeira, e deve provar isso. Este primeiro trabalho constitui a apologética demonstrativa ou construtiva.

b) Defender a fé: Devido a ser a fé verdadeira, o catolicismo sofre muitos ataques, então entra também ai a apologética, com o objetivo de defender a fé dos ataques das outras religiões, seitas e falsas doutrinas. O católico deve estar sempre pronto a dar as “razões de sua esperança”.

2 DE MAIO - SANTO ATANÁSIO

SANTO ATANÁSIO - BISPO E DOUTOR DA IGREJA






Atanásio nasceu em Alexandria, no Egito, em 296. No ano de 325, deu-se o I Concílio Ecumênico, em Niceia, para definir a doutrina autêntica contra a heresia tão capciosa dos arianos, a qual fazia de Jesus uma criatura inferior a Deus Pai. Atanásio participou do Concílio na qualidade de assessor do seu bispo, embora fosse somente diácono na época. 

O Arianismo foi condenado e deu-se a definição solene do Credo, o qual nós rezamos até hoje. A atuação de Atanásio foi primorosa tanto pela lucidez de sua doutrina quanto pela argumentação bíblica apresentada. Os erros dos arianos foram por ele refutados com tanto brilho, clareza e evidência, que causou admiração a todos. 

Atanásio foi o sucessor do bispo de Alexandria, embora tivesse apenas 31 anos, e dirigiu a Igreja de Alexandria por 46 anos, período de muito sofrimento e perseguição. Os arianos não lhe deram descanso e, com o apoio do imperador, espalharam muitas calúnias contra Atanásio, que por cinco vezes teve de fugir de sua sede episcopal. 

Refugiava-se no deserto onde conheceu e conviveu com o grande Santo Antão. Durante cinco anos ficou lá escondido, saindo somente à noite para dirigir sua igreja e consolar seus fiéis. Atanásio foi firme e inquebrantável com seus numerosos escritos. Manteve viva a fé no Verbo Encarnado. 

Faleceu reconhecido por toda a Igreja, com 77 anos. E como reconhecimento de seu  trabalho, fidelidade e fundamentais obras escritas para a Santa Igreja foi declarado Doutor da Igreja. 

Santo Atanásio, rogai por nós




SÃO JOSÉ OPERÁRIO

DIA 1° DE MAIO
SÃO JOSÉ OPERÁRIO






A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isso na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: "Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!" O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se de que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, autorizada pelo Papa Pio XII, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres." 

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: "Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa... O Senhor é Cristo" (Col 3,23-24).



São José Operário, rogai por nós!!!

30 de Abril - São Pio V


30 de Abril
São Pio V
Papa e Confessor
1504-1572
 


Antonio Miguel Ghislieri nasceu no ano de 1504, em Bosco Marengo, na província de Alexandria, e, aos quatorze anos, já ingressara na congregação dos dominicanos.
Após receber a Ordem de sacerdote, sua carreira atravessou todas as etapas de maneira surpreendente. Foi professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, depois cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi e, finalmente, papa, em 1566, tomando o nome de Pio V.
 A melhor definição para o seu governo é a palavra incômodo, aliás, como é o governo de todos os grandes reformadores dos costumes. Assim que assumiu, foi procurado, em Roma, por dezenas de parentes. Não deu "emprego" a nenhum, afirmando, ainda, que um parente do papa, se não estiver na miséria, "já está bastante rico". Dessa maneira, acabou com o nepotismo na Igreja, um mal que até hoje afeta as comunidades no âmbito político.
Implantou, ainda, outras mudanças no campo pastoral, aprovadas no Concílio de Trento: a obrigação de residência para os bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos bispos, o incremento das missões e a censura das publicações, para que não contivessem material doutrinário não aprovado pela Igreja. 
Depois de conseguir a união dos países católicos, com a conseqüente vitória sobre os turcos muçulmanos invasores, e de ter decretado a excomunhão e deposição da própria rainha da Inglaterra, Elisabeth I, o furacão se extinguiu.

O Papa Pio V morreu no dia primeiro de maio de 1572, sendo canonizado em 1712.

Sua memória, antes venerada em 5 de maio, a partir da reforma do calendário litúrgico, passou a ser festejada nesta data, 30 de abril.
São Pio V, rogai por nós


29 de Abril 

 Santa Catarina de Sena 

   Neste dia, celebramos a vida de uma das mulheres que marcaram profundamente a história da Igreja: Santa Catarina de Sena. Reconhecida como Doutora da Igreja, era de uma enorme e pobre família de Sena, na Itália, onde nasceu em 1347. 
    Voltada à oração, ao silêncio e à penitência, não se consagrou em uma congregação, mas continuou, no seu cotidiano dos serviços domésticos, a servir a Cristo e Sua Igreja, já que tudo o que fazia, oferecia pela salvação das almas. Através de cartas às autoridades, embora analfabeta e de frágil constituição física, conseguia mover homens para a reconciliação e paz como um gigante.
    Dotada de dons místicos, recebeu espiritual e realmente as chagas do Cristo; além de manter uma profunda comunhão com Deus Pai, por meio da qual teve origem sua obra: “O Diálogo”. Comungando também com a situação dos seus, ajudou-o em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com uma peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a terra, conseguindo banir toda confusão. Morreu no ano de 1380, repetindo: "Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja".

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!

O QUE É ICONOGRAFIA CRISTÃ?


O QUE É ICONOGRAFIA CRISTÃ?


  Segundo o Concílio de Nicéia II, os ícones tem o objetivo de retratar co cores e pinturas aquilo que o evangelho expressa em palavras, gerando uma mescla de arte, cultura, fé, história e etc... Este tipo de arte sacra tem origem na igreja do oriente, de forma que na parte ocidental da igreja tem-se mais presente as imagens, e não os ícones. Os ícones apresentam uma riqueza única de significado, pois ele tenta expressar, através da arte, a fé e os dogmas da igreja. 
  No oriente, os iconógrafos, seguindo os ensinamentos do mestre Dyonisios e, em geral, as determinações da igreja, buscam reproduzir as mesmas passagens dos evangelhos, omitindo qualquer experiência ou sentimento pessoal vivido, como é o caso das imagens, de forma que o iconógrafo tente expressar o conteúdo dos Evangelhos.
  Enfim, o ícone expressa através da pintura a fé da igreja, onde cada detalhe pode expressar uma riqueza enorme de significados.
  Quem desejar se aprofundar mais no conteúdo, busque no site: http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/iconografia/index.html