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terça-feira, 22 de abril de 2014

FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO


Muitas pessoas da atualidade, até mesmo católicos, tem desconsiderado essa doutrina ensinada desde os primeiros séculos, chegando até a ignorar o fato da mesma ser um dogma de fé, achando que isso seria coisa do passado ou coisa de bitolado. Mostraremos através dessa postagem que é dever do católico professar essa verdade de fé, pois duvidar da mesma torna a referida pessoa passível de excomunhão.

NA SAGRADA ESCRITURA

Temos em Atos dos Apóstolos que: "e não há salvação em nenhum outro. Porque sob o céu, nenhum outro nome (Cristo) foi dado aos homens, pelo qual nós devamos ser salvos" At 4,12

E temos também na Carta de São Paulo aos Colossenses que: “Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas; também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” Col 1, 17 - 18

Portanto, a única conclusão que podemos tirar de tudo isso é que só se tem salvação por meio de Cristo, Cristo esse cujo corpo é a sua Igreja Una e Santa. Dessa forma, o único meio de salvação da humanidade é por meio da Igreja de Nosso Senhor.

NA SAGRADA TRADIÇÃO

Muitos são os ensinamentos dos santos e de muitos papas acerca desse dogma, selecionamos aqui apenas algumas citações:


“Fora da Igreja é possível tudo, exceto a salvação. É possível ter honras, é possível ter sacramentos, é possível cantar aleluias, é possível responder amém, é possível possuir o Evangelho, é possível ter fé no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, é possível pregar; mas em nenhum lugar senão na Igreja Católica, é possível encontrar a salvação”. Santo Agostinho

Papa Bonifácio VIII (1294-1303): "Por apego da fé, estamos obrigados a crer e manter que há uma só e Santa Igreja Católica e a mesma apostólica e nós firmemente cremos e simplemente a confessamos e fora dela não há salvação nem perdão dos pecados (...) Romano Pontífice, o declaramos, o decidimos, definimos e pronunciamos como de toda necessidade de salvação para toda criatura humana.

Papa Bonifácio VIII (1294-1303): "Por apego da fé, estamos obrigados a crer e manter que há uma só e Santa Igreja Católica e a mesma apostólica e nós firmemente cremos e simplemente a confessamos e fora dela não há salvação nem perdão dos pecados (...) Romano Pontífice, o declaramos, o decidimos, definimos e pronunciamos como de toda necessidade de salvação para toda criatura humana.

Papa Benedito IV (1740-1758): "Esta fé da Igreja Católica, fora da qual ninguém pode se salvar...".

Credo de Santo Atanásio (séc. IV), oficial da Igreja Católica: " Todo aquele queira se salvar, antes de tudo é preciso que mantenha a fé católica; e aquele que não a guardar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá para sempre (...) está é a fé católica e aquele que não crer fiel e firmemente, não poderá se salvar".

NO SAGRADO MAGISTÉRIO


Assim como os santos e os papas, os documentos da Igreja e seus concílios tem resguardado essa verdade de fé durante os séculos:

IV Concílio de Latrão(1215), infalível, Canon I: "...Há apenas uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual absolutamente ninguém é salvo...". Canon III: "Nós excomungamos e anatematizamos toda heresia erguida contra a santa, ortodoxa e Católica fé sobre a qual nós, acima, explanamos...".

Concílio de Florença (1438-1445): "Firmemente crê, professa e predica que ninguém que não esteja dentro da Igreja Católica, não somente os pagãos, mas também, judeus, os hereges e os cismáticos, não poderão participar da vida eterna e irão para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos, a não ser que antes de sua morte se unirem a Ela(...).

E finalizando, "Catecismo da Doutrina Cristã", mais conhecido por Catecismo Maior de São Pio X

149- Que é a Igreja Católica?
A Igreja Católica é a sociedade ou reunião de todas as pessoas batizadas que, vivendo na terra, professam a mesma fé e a mesma lei de Cristo, participam dos mesmos sacramentos, e obedecem aos legítimos Pastores, principalmente ao Romano Pontífice.

153- Então não pertencem à Igreja de Jesus Cristo as sociedades de pessoas batizadas que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe?
Todos os que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe , não pertencem à Igreja de Jesus Cristo.

156- Não poderia haver mais de uma Igreja?
Não pode haver mais de uma Igreja, porque, assim com há um só Deus, uma só fé e um só Batismo, assim também não há nem pode haver senão uma só Igreja verdadeira.

168- Pode alguém salvar-se fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana?
Não. Fora da Igreja Católica, Apostólica, Romana, ninguém pode salvar-se, como ninguém pôde salvar-se do dilúvio fora da arca de Noé, que era figura desta Igreja.

Muitos são os católicos que ignoram totalmente esse magistério infalível, achando ser coisa do passado ou de bitolado, mas aí lança-se a pergunta:

segunda-feira, 17 de março de 2014

A EXISTÊNCIA DO INFERNO


Estaremos iniciando com essa postagem uma nova série da página apologética, que tratará sobre escatologia. Escatologia significa o estudo das coisas do fim, ou seja, estaremos fazendo uma análise baseado nos três pilares da doutrina da Igreja, Tradição, Escritura e Magistério, sobre a existência desses "lugares" que nos esperam após a morte: Céu, Inferno e Purgatório. Iniciaremos sobre o lugar que nenhum de nós deseja estar, o Inferno

NA SAGRADA ESCRITURA

Na Sagrada Escritura, Jesus menciona o Inferno muitas vezes:

"Os filhos do Reino serão lançados fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 8,12)
"Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos" (Mateus 25,41)

Os apóstolos em suas epístolas também o mencionaram:

"Eles serão punidos com a ruína eterna, longe da face do Senhor e da glória do seu poder" (2Tessalonicenses 1,9)
"Pois Deus não poupou os anjos pecadores, mas os precipitou no lugar do castigo e os entregou aos abismos das trevas, onde estão guardados até o juízo" (2Pedro 2,4)

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

A Igreja também em seus documentos, reafirmam os ensinamentos de Jesus, dando o nome a este lugar que Jesus e seus apóstolos mencionavam como Geena, trevas ou lugar de sofrimento como Inferno. O Catecismo Maior de São Pio X afirma sobre o Inferno, no seu parágrafo 248:

"Em que consiste a desgraça dos condenados?
A desgraça dos condenados consiste em serem para sempre privados da vista de Deus, e punidos com tormentos eternos no Inferno."


O Catecismo da Igreja Católica reafirma a existência do Inferno no seu parágrafo 1035:
O ensinamento da Igreja afirma a existência e a eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos infernos, onde sofrem as penas do Inferno, "o fogo eterno". A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira.

NA SAGRADA TRADIÇÃO

Os santos em suas pregações e homilias também mencionavam diversas vezes o Inferno:

Santo Inácio de Antioquia, Bispo do século II afirmava que: "Todo aquele que pela sua péssima doutrina, corromper a fé de Deus pela qual foi crucificado Jesus Cristo, irá ao fogo inextinguível, ele e aqueles que o escutam"

S. Afonso Maria de Ligório afirma "...e ainda diz algum insensato : ' Se vou para o inferno, não irei só...' Infeliz! Quantos mais réprobos haja ali, maiores serão os teus tormentos."

E como nos ensinava o grande São Pio X: "o inferno é o sofrimento eterno, que consiste na privação de Deus, nossa felicidade, e no fogo com todos os outros males sem bem algum."

segunda-feira, 8 de julho de 2013

É LICITO AO CATÓLICO A CONSULTA DE HORÓSCOPO?

É comum vermos que as mesmas pessoas que estão nas Santas Missas do dia de Domingo em nossa paróquia, encontrarmos durante a semana com revistas de previsões astrais, horóscopos e coisas do tipo. Diante dessa realidade surge a pergunta título do nosso postcast: é lícito ao católico a consulta da astrologia? Vejamos o que ensinam os pilares da Igreja: As Escrituras, a Tradição e o Magistério.

NAS SAGRADAS ESCRITURAS

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor Teu Deus te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos, porque o Senhor Teu Deus abomina aqueles que se entregam a essas práticas e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, Teu Deus” (Deuteronômio 18, 9-13).

A astrologia é uma prática de origem pagã, por essa razão, desde os patriarcas da Sagrada Escritura essas práticas eram condenadas, pois para que elas fossem feitas, era necessário que se recorressem a deuses pagão, coisas abomináveis para o Senhor, se configurando um pecado contra o primeiro mandamento.

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

Veja o que diz o Catecismo da Igreja Católica:

2116. Todas as formas de adivinhação devem ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas supostamente "reveladoras" do futuro. A consulta dos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e de sortes, os fenômenos de vidência, o recurso aos "médiuns", tudo isso encerra uma vontade de dominar o tempo, a história e, finalmente, os homens, ao mesmo tempo que é um desejo de conluio com os poderes ocultos. Todas essas práticas estão em contradição com a honra e o respeito, penetrados de temor amoroso, que devemos a Deus e só a Ele.

NA SAGRADA TRADIÇÃO

Vejamos o que diz Santo Agostinho sobre a prática da Astrologia:

"Bem consideradas todas estas coisas, há motivos para crer que, se os astrólogos dão tantas respostas surpreendentemente verdadeiras, isso se deve a oculta inspiração de maus espíritos que põe todo o cuidado em infundir nos espíritos humanos essas e nocivas opiniões acerca das fatalidades astrais, e de forma nenhuma à arte de examinar os horóscopos:- Tal arte não existe".(Cidade de Deus cap VII - livro V)

Para fecharmos essa nossa análise diante de todo o contexto da astrologia, encerremos com um discurso de São Zenão, bispo de Verona e mártir do 4º século, apresenta aos neófitos (povo pagão recém convertido) o horoscopo que devem observar após terem nascido pelo batismo em Jesus Cristo.:

"Portanto, irmãos, eis o vosso horóscopo:

O primeiro a vos acolher não é Áries, mas o Cordeiro que não rejeita todo aquele que n’Ele crê. Ele revestiu a vossa nudez com o alvo candor de sua lã, com grande bondade derramou o seu leite bendito em nossos lábios que se abriam lamuriosos. Semelhantemente Ele, não como um Touro de pescoço soberbo, de cara agressiva, de chifres ameaçadores, mas como Vitelo ótimo, doce, carinhoso e manso, vos exorta a jamais buscar proteção em alguma atividade, mas a recolher – submetendo-vos sem malícia a sua canga e fecundando, submetendo-a a vós, a terra da vossa carne – nos celestes celeiros a rica safra das sementes divinas.
E mediante os Gêmeos que seguem, isto é, mediante os dois Testamentos que vos anunciam a salvação, vos exorta a evitar sobretudo a idolatria, a impureza e a avareza, que é Câncer incurável.
Mas o nosso Leão, com ensina o Gênesis, é o leãozinho cujos santos sacramentos celebramos, o qual, reclinando-se, adormeceu para vencer a morte e ressurgiu para conferir-se a imortalidade como dom de sua feliz Ressurreição.

Segue-lhe na ordem Virgem, prenunciando Libra, para nos fazer conhecer por meio do Filho de Deus, encarnado e nascido da Virgem, que a equidade e a justiça foram trazidas a terra. Quem as observar constantemente e as administrar fielmente pisarão, com pés incólumes, não direi o Escorpião, mas, como afirma o Senhor no Evangelho, todas as demais serpentes.

Mas não deverá temer nem mesmo o próprio diabo, que é ferocíssimo Sagitário, armado de flechas incandescentes, constante causa de terror para os corações de todo o gênero humano. Porque assim diz o apóstolo Paulo: Revesti-vos da armadura de Deus para poder resistir às insídias do diabo abraçando o escudo da fé, por meio do qual podeis repelir todos os dardos incandescentes do maligno. De fato, ele por vezes lança contra os infelizes o Capricórnio, de aspecto deformado, o qual, atacando com seu chifre, sopra de seus lábios pálidos a espuma fervente de suas veias, com apavorante destruição e terríveis efeitos, sobre todos os membros de quem lhe é prisioneiro. Tornam alguns loucos, outros furiosos, outros homicidas, outros sacrílegos, outros cegos pela avareza. Seria longo descer aos particulares: ele possui diferentes e inúmeras artes para causar danos, mas todas elas, escorrendo com suas águas salutares, o nosso Aquário como de costume tornou vãs, sem grande dificuldade.

Seguem-no necessariamente em uma única constelação os dois Peixes, isto é, os dois povos, Judeus e Gentios, que recebem a vida da água do batismo, marcados com um único sinal a fim de ser o único povo de Cristo."

terça-feira, 23 de abril de 2013

POR QUE A IGREJA CATÓLICA BATIZA CRIANÇAS?


Nesta postagem, nos prenderemos a explicar os motivos pelos quais a Igreja Católica batiza crianças e não adultos, como se apresentam em algumas passagens do Evangelho. Muitos protestantes argumentam que o fato de batizar uma pessoa quando a mesma ainda é uma criança não é válido, argumentando que nas Sagradas Escrituras, Jesus e outros judeus foram batizados por João Batista, quando já possuíam seus trinta anos de idade ou afirmando que é necessário um despertar de consciência do catecúmeno para poder receber o "sacramento" (está entre aspas pois os protestantes não reconhecem o batismo como um sacramento, apesar de ser).

Então nos surge essa pergunta: Se tudo isso é verdade, por que a Igreja Católica batiza crianças? Estão os protestantes corretos e os católicos errados?

NAS SAGRADAS ESCRITURAS

Nos atos dos apóstolos temos algumas passagens que nos falam do batismo de crianças realizados pelos primeiros bispos da Igreja: os apóstolos. Em At 16,14 - 15 diz

"14. Uma mulher, chamada Lídia, da cidade dos tiatirenos, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava. O Senhor abriu-lhe o coração, para atender às coisas que Paulo dizia.

15. Foi batizada juntamente com a sua família e fez-nos este pedido: Se julgais que tenho fé no Senhor, entrai em minha casa e ficai comigo. E obrigou-nos a isso."

Mais a frente, vemos outra passagem referente ao batismo de uma família completa, em At 16,33:


"33. Então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família."

São paulo em sua carta aos coríntios também menciona o batismo de toda a família de Estéfanas, em " 1Cor 1,16:

"16. Batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro."

Então vemos com essas passagens que desde os tempos apostólicos, sempre se buscou o batismo de famílias inteiras, desde velhos até crianças.

NA SAGRADA TRADIÇÃO
Vejamos também o que dizem os santos padres ou pessoas defensoras do cristianismo do decorrer da história eclesiástica, como Orígenes, por exemplo:

“A Igreja recebeu dos Apóstolos a tradição do batismo dado mesmo para crianças. Os apóstolos, aos quais foram confiados os ensinamentos dos Evangelho de Cristo, sabiam que existe em todos nós as manchas do pecado inato, que é lavada pela água e pelo Espírito “(Orígenes, 248 dC – Comentários sobre Romanos 5:9).

Santo Irineu de Lião, em sua mais importante obra, o Contra as Heresias, explica a abrangência universal da salvação de Jesus, na qual entra também o batismo:

"Ele (Jesus) veio para salvar a todos através dele mesmo, isto é, a todos que através dele são renascidos em Deus: bebês, crianças, jovens e adultos. Portanto, ele passa através de toda idade, torna-se um bebê para um bebê, santificando os bebês; uma criança para as crianças, santificando-as nessa idade...(e assim por diante); ele pode ser o mestre perfeito em todas as coisas, perfeito não somente manifestando a verdade, perfeito também com respeito a cada idade" (Santo Irineu, ano 189 - Contra Heresias II,22,4).

Batismo de uma criança
na Igreja primitiva

Santo Hipólito vem também corroborar o que os textos anteriores afirmam:

"Onde não há escassez de água, a água corrente deve passar pela fonte batismal ou ser derramada por cima; mas se a água é escassa, seja em situação constante, seja em determinadas ocasiões, então se use qualquer água disponível. Dispa-se-lhes de suas roupas, batize-se primeiro as crianças, e se elas podem falar, deixe-as falar. Se não, que seus pais ou outros parentes falem por elas" (Hipólito, ano 215 - Tradição Apostólica 21,16).

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

O Catecismo da Igreja Católica também vem falar e explicar o batismo das crianças de maneira mais detalhada:

"§ 1250 Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tomar-se filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do nascimento."

"§ 1252 A prática de batizar as crianças é uma tradição imemorial da Igreja. É atestada explicitamente desde o século II. Mas é bem possível que desde o início da pregação apostólica, quando "casas" inteiras receberam o Batismo, também se tenha batizado as crianças."


"§ 403 Na linha de São Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens e sua inclinação para o mal e para a morte são incompreensíveis, a não ser referindo-se ao pecado de Adão e sem o fato de que este nos transmitiu um pecado que por nascença nos afeta a todos e é "morte da alma". Em razão desta certeza de fé, a Igreja ministra o batismo para a remissão dos pecados mesmo às crianças que não cometeram pecado pessoal."

Então é visível que a Igreja Católica age corretamente, batizando crianças.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A INTERSEÇÃO DOS SANTOS


Muitas outras religiões, dentre elas os protestantes, atacam com veemência o dogma da Interseção dos santos que a Igreja Católica sempre professou durante tantos anos. Será que esse dogma é realmente verdadeiro ou isso é mais uma invenção da Igreja católica?

vejamos o que diz os três grandes pilares de nossa santa doutrina: A Sagrada Escritura, A Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.

SAGRADA ESCRITURA

"Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos" (Ap 5,8).

"A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus" (Ap 8,4).

Os trechos acima mencionam as orações feitas pelos santos a Deus. Será que não há interseção?

Outro exemplo é o de Abraão que intercedeu por Sodoma, e Deus aceitou a sua intercessão (Gen. 28, 26-32)

"Entretanto levantando-se uma murmuração do povo contra o Senhor, como de quem se queixava de fadiga. O Senhor, tendo ouvido isso, irou-se. E o fogo do Senhor, aceso contra eles, devorou uma extremidade do acampamento. O povo tendo chamado Moisés, Moisés orou ao Senhor e o fogo extinguiu-se" (Num. 11, 1-3).

"Parecia-lhe [Judas Macabeu] que Onias, sumo sacerdote [...] orava de mãos estendidas por todo o povo judeu [...] Onias apontando para ele, disse: 'Este é amigo de seus irmãos e do povo de Israel; é Jeremias, profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa". (II Mac 15, 12-15)

SAGRADA TRADIÇÃO

São Cirilo de Jerusalém, em suas leituras catequéticas, escreveu por volta do ano de 350 a.C.
"Façamos menção aos já falecidos; primeiro aos patriarcas, profetas, apóstolos e mártires, que por suas súplicas e orações Deus receberá nossos pedidos"

Em sua obra Contra Fausto, Santo Agostinho escreveu:
"O povo cristão celebra unidos em solenidade religiosa a memória dos mártires, tanto para encorajar que sejam imitados e para que possam repartir seus méritos e serem auxiliados pelas suas orações"

São Cipriano de Cartago, em uma de suas epístolas afirma:
"Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos"

São João Cassiano diz também que:
"Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas"
SAGRADO MAGISTÉRIO

Assim nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:
"Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade... Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra... Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade." (CIC 956)

"As testemunhas que nos precederam no Reino, especialmente as que a Igreja reconhece como "santos", participam da tradição viva da oração pelo exemplo modelar de sua vida, pela transmissão de seus escritos e por sua oração hoje. Contemplam a Deus, louvam-no e não deixam de velar por aqueles que deixaram na terra. Entrando "na alegria" do Mestre, eles foram "postos sobre o muito". Sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao plano de Deus. Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo inteiro." (CIC 2683)

Também nos ensina assim o Catecismo de São Pio X:
"Os bens comuns internos na Igreja são: a graça que se recebe nos Sacramentos, a Fé, a Esperança, a Caridade, os merecimentos infinitos de Jesus Cristo, os merecimentos superabundantes da Santíssima Virgem e dos Santos, e o fruto de todas as boas obras que na mesma Igreja se fazem." (CSPX 215)

"Sim, a comunhão dos Santos estende-se também ao Céu e ao Purgatório, porque a caridade une as três igrejas - triunfante, padecente e militante -; e os Santos rogam a Deus por nós e pelas almas do Purgatório, e nós damos honra e glória aos Santos, e podemos aliviar as almas do Purgatório, aplicando, em sufrágio delas, Missas, esmolas, indulgências e outras boas obras." (CSPX 222)

"É coisa utilíssima invocar os Santos, e todo o Cristão o deve fazer. Devemos invocar particularmente nossos Anjos da Guarda, São José, protetor da Igreja, os Santos Apóstolos, o Santo do nosso nome e os Santos protetores da diocese e da paróquia." (CSPX 339)

Portanto, não deixemos de rezar nunca para que os nosso Santos de maior devoção nos ajudem em nossas graças mais necessárias.

Omnes sancti, orate pro nobis!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A IMPORTÂNCIA DA CASTIDADE

Diante da loucura do mundo modernista, e da decadência moral à que chegou a humanidade, a vida de castidade, o casamento monogâmico e a família tem sido um dos alvos mais afetados diante dessa revolução cultural que nos encontramos. Com essas postagens, desejamos mostrar a visão da Igreja, que é totalmente contrária à desse mundo de uma moral louca e contraditória.

"A castidade é uma virtude moral."(CIC 2345). Por Castidade a Igreja entende como sendo a Virtude pela qual o homem, através de uma vida de espiritualidade, se resguarda de sua prática sexual, esta que só é permitida dentro do casamento.

Mostraremos nas bases da nossa fé: Tradição, Escrituras e Magistério, a visão e a compreensão da Igreja de como se viver a castidade conforme a Verdade.

NA SAGRADA ESCRITURA

As Sagradas Escrituras estão preenchidas de passagens que corroboram essa nossa ideia, principalmente as cartas do Apóstolo São Paulo

"Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos" I Cor .6,9

"Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo." I Cor .6,9

"A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa." I Cor 7, 4

Esta última passagem se remete ao fato de que os esposos se pertencem e não a outro, antes durante e depois.

NA SAGRADA TRADIÇÃO

A castidade sempre foi um desejo dos Santos durante a tradição da Igreja, na qual pregava-se que a Castidade era possível somente mediante a Graça de Deus

"A castidade duma alma é de um preço aos olhos de Deus maior que a dos anjos, pois que os cristãos só podem adquirir esta virtude pelos combates, enquanto que os anjos a têm por natureza." Santo Ambrósio

"Castidade perfeita é o mais belo florão da Igreja" Papa Pio XII

Existe uma lenda na tradição da Igreja que conta que certa vez, algumas pessoas prenderam são Tomás de Aquino em um castelo junto com uma mulher, eles o prenderam para que perdesse sua pureza (virgindade), mas “o amor de Deus é infinito, principalmente para seus filhos prediletos, os castos”; São Tomás pegou um tição de fogo e com ele começou a correr atrás da mulher e ela foi embora, logo depois, São Tomás caiu de joelhos, e com os olhos cheios de lágrimas pediu a Jesus Cristo que nunca mais permitisse tal coisa, logo em seguida lhe apareceu seu Anjo da Guarda e lhe cingiu com um cinto divino, um certo cinto de castidade, nunca mais lhe sobreveio tentação parecida.

"Todo aquele que vive casto e piedosamente na Igreja assemelha-se a uma luz celeste." São Leão Magno

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

A Igreja como mestra e mãe sempre ensinou a prática da castidade a todos os seus fiéis.

"A pureza é um requisito para o amor. É a dimensão da verdade interior do amor no 'coração' do homem" Teologia do Corpo, Beato João Paulo II, Catequese n° 49

"Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo", modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade." CIC 2348

"Para que a união sexual possa corresponder verdadeiramente às exigências da sua finalidade própria e da dignidade humana, o amor tem de contar com uma salvaguarda na estabilidade do matrimónio. Tais exigências demandam um contrato conjugal sancionado e garantido pela sociedade, contrato este que instaura um estado de vida de capital importância tanto para a união exclusiva do homem e da mulher quanto para o bem da sua família e da comunidade humana. " Persona Humana, Papa Paulo VI, n 7

"Quanto mais os fiéis compreenderem a valor da castidade e a função necessária da mesma, nas suas vidas de homens e de mulheres, tanto melhor eles captarão, por uma espécie de instinto espiritual, as exigências e os conselhos e melhor saberão aceitar e cumprir, dóceis ao ensino da Igreja" Persona Humana, Papa Paulo VI, n 11

"Importa, em particular, que todos tenham um conceito elevado da virtude da castidade, da sua beleza e da sua força de irradiação. É uma virtude que enobrece o ser humano e que capacita para um amor verdadeiro, desinteressado, generoso e respeitoso para com os outros." Persona Humana, Papa Paulo VI, n 12

domingo, 30 de dezembro de 2012

É LÍCITO A PRÁTICA HOMOSSEXUAL?


A priori não existe casamento homossexual. Segundo a doutrina Católica, é impossível ser católico e praticar ou defender essa idéia. Vejamos o que diz a santa Igreja de acordo com os seus três pilares. Lembremos que o que condenaremos aqui são idéias e não pessoas, afinal só a Deus cabe o juízo das pessoas.

Ou seja, não condenaremos os homossexuais, afinal não se sabe ainda, cientificamente falando, de onde surgiu essa tendência, o que condenaremos, e é isso que a Igreja condena, são as práticas homossexuais.

NAS SAGRADAS ESCRITURAS

1 -  "Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação". (Lv 18,22)

2 - "Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa". (Lv 20,13)

3 - "A mulher não se vestirá de homem, nem o homem se vestirá de mulher: aquele que o fizer será abominável diante do Senhor, seu Deus". (Dt 22,5)

4 - "Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus". (I Cor 6,9-10)

É claramente visível que as Sagradas Escrituras estão em total desacordo com as PRÁTICAS homossexuais. E percebamos que o que a Sagrada Escritura menciona são práticas, e não tendências psicológicas ou seja lá de que tipo elas sejam.

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, temos que:

"2357.A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.
2358.Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição."

Vejamos também o que diz a declaração Persona Humana do ano de 1975 da congregação para a doutrina da fé:

"8 - Nos nossos dias, em contradição com o ensino constante do Magistério e com o sentir moral do povo cristão, há alguns que, fundando-se em observações de ordem psicológica, chegam a julgar com indulgência, e até mesmo a desculpar completamente, as relações homossexuais em determinadas pessoas.

Eles fazem uma distinção – ao que parece não sem fundamento – entre os homossexuais cuja tendência provém de uma educação falseada, de uma falta de evolução sexual normal, de um hábito contraído, de maus exemplos ou de outras causas análogas: tratar-se-ia de uma tendência que é transitória, ou pelo menos não-incurável; e aqueles outros homossexuais que são tais definitivamente, por força de uma espécie de instinto inato ou de uma constituição patológica considerada incurável.

Ora, quanto a esta segunda categoria de sujeitos, alguns concluem que a sua tendência é de tal maneira natural que deve ser considerada como justificante, para eles, das relações homossexuais numa sincera comunhão de vida e de amor análoga ao matrimônio, na medida em que eles se sintam incapazes de suportar uma vida solitária.

Certamente, na atividade pastoral estes homossexuais assim hão-de ser acolhidos com compreensão e apoiados na esperança de superar as próprias dificuldades pessoais e a sua inadaptação social. A sua culpabilidade há-de ser julgada com prudência. No entanto, nenhum método pastoral pode ser empregado que, pelo facto de esses atos serem julgados conformes com a condição de tais pessoas, lhes venha a conceder uma justificação moral. Segundo a ordem moral objectiva, as relações homossexuais são atos destituídos da sua regra essencial e indispensável. Elas são condenadas na Sagrada Escritura como graves depravações e apresentadas aí também como uma consequência triste de uma rejeição de Deus. Este juízo exarado na Escritura Sagrada não permite, porém, concluir que todos aqueles que sofrem de tal anomalia são por isso pessoalmente responsáveis; mas atesta que os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados e que eles não podem, em hipótese nenhuma, receber qualquer aprovação."

Esse documento foi publicado com a aprovação do Papa Paulo VI, ou seja, é voz do magistério, deve ser obedecida por todos os católicos. Eles mostram que o homossexualismo é uma prática desordenada, pois fecha a relação sexual para o dom da vida que é a sua causa final, ou seja, sua finalidade. 

Qualquer prática sexual que se fechar a essa finalidade é de caráter pecaminoso. Mas a Igreja não os exclui, pelo contrário, os acolhe e os convida a viver a castidade.

NA SAGRADA TRADIÇÃO

Santo Irineu de Lyon:
“Além dessa blasfêmia contra Deus, ele [Marcion], falando com a boca do diabo, disse em direta oposição com a Verdade, que ele e aqueles que são como ele, os sodomitas, os egípcios, todas as nações que praticaram todos os tipos de abominação, foram salvos pelo Senhor.”

São João Crisóstomo:
“Mas se tu aprendeste e ouviste falar do Inferno e acreditas que não é fogo, lembra-te de Sodoma. Pois vimos, e com certeza continuamos a ver até mesmo na vida presente, uma aparência do Inferno. Quando muitos negam totalmente as coisas que virão depois desta vida, negam ouvir falar do fogo inextinguível, Deus traz à mente as coisas presentes. Por isso foi calcinada Sodoma. Pensa em como é grande o pecado, para ter forçado o Inferno a aparecer mesmo antes do seu tempo! Onde a chuva era incomum, porque a relação sexual era contrária à natureza, ela inundou a terra, tal como a luxúria havia feito com as suas almas. Por isso também a chuva era o oposto da chuva habitual. Agora não só ela não mexe no ventre da terra para a produção de frutos, mas tornou ainda inútil para a recepção das sementes. Foi também assim a relação dos homens entre homens, fazendo um corpo desta espécie mais inútil do que a própria terra de Sodoma.”

São Pedro Canísio:
“Como diz a Sagrada Escritura, os sodomitas sempre foram extremamente perversos e pecaminosos. São Pedro e São Paulo condenaram sempre o pecado nefando e depravado. Na verdade, a Escritura denuncia essa indecência enorme (…) Aqueles que deviam ter vergonha de violar a lei divina e a lei natural são escravos da mais perversa depravação.”

Santo Agostinho:
As infrações contrárias à natureza são em toda parte e em todas as vezes que se realizaram foram punidas. Tais foram as dos sodomitas. Todos eles deverão ser culpados do mesmo crime pela Lei Divina. Pois a relação que deve haver entre Deus e nós, é violado, quando a natureza, da qual Ele é o autor, é poluída pela perversidade da luxúria.”

É visível a aversão da Igreja as PRÁTICAS homossexuais, estas que nunca serão aprovadas pelo magistério da, afinal, as portas do inferno nunca a vencerão. Não condenamos pessoas, condenamos atos, e o que mais desejamos é a conversão das pessoas e a salvação das almas. Rezemos pela conversão daqueles que fazem essas práticas, façamos jejum e penitência pela salvação dessas almas.

SALVE MARIA!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO - O QUE É?


Estaremos iniciando através desta, uma série de postagens sobre a teologia da libertação, teologia esta que está se tornando uma "moda" dentro da vida da Igreja Católica, mas é um dos piores males que mais tem cotribuído para a crise que a Igreja está vivendo na atualidade.

Esta teologia vem mostrando sua cara através de um discurso de ajuda aos mais desfavorecidos socialmente, isto, diga-se de passagem, é uma coisa muito boa, mas através desse disfarce muito mal elaborado, desenvolvel-se uma doutrina herética dentro da Igreja, defendendo muitas vezes, a ordenação de mulheres, o fim do celibato dos sacerdotes, destruição da hierarquia da Igreja, enfim, o fim da estrutura atual que temos da Igreja Católica.

Segundo o nosso Santo Padre Papa Bento XVI, quando ainda era prefeito da congregação para a doutrina da fé, escreveu o documento LIBERTATIS NUNTIUS, no qual condena algus aspectos desse tipo de teologia liberal, afirmando que ela chega a dar uma nova interpretação do cristianismo, negando a trancendência, ou seja, reduz toda a realidade de céu e de fim dos tempos à uma realidade puramente terrestre, chegando a negar milagres, e uma escatologia.






É necessário tomarmos muito cuidado com essa nova teologia que, muito mal, mas disfarçadamente vem destruíndo tudo que conhecemos como Igreja hoje e desde sempre. Como fim dessa postagem, assista ao vídeo do Padre Paulo Ricardo, que é o representante de fé e catequese da Igreja sobre como desmascarar os seguidores dessa semente de satanás dentro da Igreja Católica.

Link do vídeo no youtube: Vídeo Padre Paulo Ricardo

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

SÉRIE DOGMAS MARIANOS - MARIA ASSUNTA AO CÉU


Encerrando a série sobre Maria, falaremos do último dogma proclamado pela Igreja sobre ela: Sua assunção aos céus.

NAS SAGRADAS ESCRITURAS

Segundo São Paulo em Rm 6, 23: "Porque o salário do pecado é a morte, enquanto o dom de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.". Sabendo que todo aquele que peca morre, como consequência do pecado original, por isso a morte entrou no mundo, devido a desobediência de Adão e Eva, e como foi visto também, em postagens anteriores, que Maria foi preservada de toda mancha do pecado (basta ver o dogma da Imaculada conceição, também em nosso blog), temos como conclusão, portanto que Maria não morreu corporalmente devido a sua preservação do pecado original.

NA SAGRADA TRADIÇÃO

Na tradição da Igreja, acreditava-se, tanto no oriente como no ocidente, que Maria havia passado por um processo chamado de dormição, a qual não teria morrido, mas apenas adormecido. São Modesto de Jerusalém afirma em seus escritos que Maria havia adormecido, assim também procede São Tiago de Sagur.

São Germano afirma que: "Assim como uma criança procura e deseja a presença de sua Mãe, e como uma Mãe ama viver em companhia de seu filho, assim também para ti, cujo amor materno pelo teu Filho e Deus não deixa dúvidas, era conveniente que tu voltasses para Ele. E, em todo o caso, não era por ventura conveniente que este Deus, que provava por ti um amor deveras filial, te tomasse em Sua companhia? " Posteriormente, diz também que: "era necessário que a Mãe da Vida compartilhasse a habitação da Vida"

São João Damasceno afirma também que: "Era necessário que aquela que vira o seu Filho sobre a cruz e recebera em pleno coração a espada da dor (...), contemplasse este Filho sentado à direita do Pai"

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950, na Constituição Munificentissimus Deus:
"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus onipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu"

Nas catequeses de João Paulo II sobre a nossa ressurreição o beato afirmou: “É verdade que na Revelação a morte se apresenta como castigo do pecado. Todavia, o fato de a igreja proclamar Maria liberta do pecado original por singular privilégio divino não induz a concluir que Ela recebeu também a imortalidade corporal.”

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SÉRIE DOGMAS MARIANOS - VIRGINDADE PERPÉTUA DE MARIA


Continuando a série dos Dogmas Marianos, veremos hoje o dogma da Virgindade Perpétua de Maria. Iremos abordar esse conteúdo da mesma forma dos outros, analisando segundo as Sagradas Escrituras, A Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério.

AS SAGRADAS ESCRITURAS

Em Is 7, 14, temos uma das profecias mais importantes do Antigo Testamento: "Pois sabei que o Senhor mesmo vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e pôr-lhe-á o nome de Emanuel."

Mais a frente, em Mt 1, 22 - 23, vemos que aquela profecia do Antigo testamento se cumpre em Maria: "Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta:23.Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa: "Deus está conosco"."
 

A SAGRADA TRADIÇÃO

É visível e estranho que as Sagradas Escrituras abordem apenas uma passagem sobre esse tema tão importante, mas São Justino, Padre dos primeiros sáculos explica isso de maneira bastante clara, citação essa que está no catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 498:
"Por vezes tem-se estranhado o silêncio do Evangelho de São Marcos e das epístolas do Novo Testamento sobre a concepção virginal de Maria. Houve também quem se perguntasse se não se trataria aqui de lendas ou de construções teológicas sem pretensões históricas. A isto deve-se responder: a fé na concepção virginal de Jesus deparou com intensa oposição, zombarias ou incompreensões da parte dos não-crentes, judeus e pagãos."

Segundo os Santos Padres, Maria sempre foi Virgem em todos os períodos da sua vida, como bem fala Santo Agostinho, esta passagem se encontra no número 186 de seu livro Sermões: Maria "permaneceu Virgem concebendo seu Filho, Virgem ao dá-lo à luz, Virgem ao carregá-lo, Virgem ao alimentá-lo de seu seio, Virgem sempre"

Segundo São Gregório Magno, Maria foi duplamente Virgem: “Virgem que deu à luz e, enquanto dava à luz, duplicava a virgindade”.

O SAGRADO MAGISTÉRIO

No II concílio de Constantinopla foi proclamado o dogma da Virgindade perpétua, afirmando que: "o Verbo de Deus, “tendo´Se encarnado da santa gloriosa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, nasceu dela”

O Papa Pio IX em sua encíclica "Ineffabilis Deus", de 8 de Dezembro de l854, proclama o dogma da Imaculada conceição e reafirma o dogma da Virgindade Perpétua: "Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria..."

Rezemos pedindo a interseção da Virgem Mãe de Deus:
"À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!"

quinta-feira, 14 de junho de 2012

SÉRIE DOGMAS MARIANOS - A IMACULADA CONCEIÇÃO


Dando continuidade a série dos Dogmas a respeito de Maria, hoje ampliaremos o nossa conhecimento sobre o segundo dogma da sequência estabelecida por nós: A IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA.

O termo Imaculada Conceição significa dizer que Maria foi concebida sem mancha do pecado original. Alguns podem se questionar se isso é possível lembrando daquela passagem de Rm 3, 23: "com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus". Mas veremos que foi desejo de Deus que acontecesse dessa forma e que se é que podemos assim dizer, Maria foi excessão a regra.

Primeiramente devemos entender que existem dois tipos de pecado: o pecado contraído e o pecado cometido. Como aqui o nosso foco é a defesa da fé (Apologética), não trataremos a fundo desse conteúdo que é de natureza ascética e teológica, será tratado de maneira bem superficial.

O pecado cometido é aquele que cada um de nós está sujeito a cometer, como por exemplo, falar palavrões, levantar falso testemunho, roubar e etc.

O pecado contraído é aquele que recebemos por herança, o chamado pecado original que se transmite de geração em geração, como fala muito bem São Paulo em Rm 5,12-21: "Assim então, por um homem entrou o pecado no mundo... e assim a morte passou a todos os homens... pela obediência de um, muitos serão justiçados...". O pecado original é aquele que São Paulo trata em suas cartas como a carne e que os santos padres tratam como concupiscência, ou seja as más inclinações que nos levam a cometer pecados.
 
Maria foi privada do pecado original, ou seja, Ela não tinha inclinações para cometer pecados e portanto, em momento algum cometeu pecados. Agora, vejamos se isso realmente é verdade baseado nas três bases da nossa doutrina: As Sagradas Escrituras, A Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério

NAS SAGRADAS ESCRITURAS

Em Gn 3, 15, temos a relação existente, de maneira profética entre a Mulher - Maria e a serpente - Satanás: "Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.". Deus estabelece aqui um ódio entre Satanás, que o Pai de todo pecado, e a Mulher, que é Maria.

Em Lc 1, 28 o anjo a saúda dizendo: 28.Entrando onde ela estava, disse-lhe: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!". O termo "cheia de graça" se refere ao termo grego “Kecharitoméne”, que significa graça plena, indicando que Maria é aquela que é a cheia da graça do Senhor, ou seja, a sem pecado e totalmente santa.

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

O Dogma da Imaculada Conceição estabelece que Maria foi concebida sem mancha de pecado original. O dogma foi proclamado pelo Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1854, na Bula Ineffabilis Deus.

"Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus, portanto, deve ser firme e constantemente crida por todos os fiéis."

NA SAGRADA TRADIÇÃO
Um grande devoto mariano, São João Damasceno, que diga-se de passagem, teve a sua mão arrancada por escrever defendendo as imagens e a veneração dos santos, teve sua mão recolocada no lugar de maneira milagrosa, da noite pro dia, por interceção de Nossa Senhora, chegando a surgir o ícone de nossa Senhora das três mãos, chega a afirmar que: “Os olhos não viram, o ouvido não ouviu, nem o coração do homem compreendeu as belezas, as grandezas e excelências de Maria, o milagre dos milagres da graça”, mostrando mais uma vez que Ela é a cheia da Graça de Deus, a sem mácula.

O primeiro Bispo de Jerusalém, São Tiago Menor, também faz referência a Maria como a Imaculada: "Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem".

Um dos primeiros Apóstolos, Santo André, também se refere a Maria como a Imaculada: "Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido".

Portanto, é perceptível que Maria é aquela que devemos nos espelhar para também chegarmos a Santidade mais perfeita possível, por isso, peçamos a sua poderosa Interceção:

Ó Virgem, pela tua bênção é abençoada a criação inteira!
 
O céu e as estrelas, a terra e os rios, o dia e a noite, e tudo quanto obedece ou serve aos homens, congratulam-se, ó Senhora, porque a beleza perdida foi por ti de certo modo ressuscitada e dotada de uma graça nova e inefável. Todas as coisas pareciam mortas, ao perderem sua dignidade original que é de estar em poder e a serviço dos que louvam a Deus. Para isto é que foram criadas. Estavam oprimidas e desfiguradas pelo mau uso que delas faziam os idólatras, para os quais não haviam sido criadas. Agora, porém, como que ressuscitadas, alegram-se, pois são governadas pelo poder e embelezadas pelo uso dos que louvam a Deus.

Perante esta nova e inestimável graça, todas as coisas exultam de alegria ao sentirem que Deus, seu Criador, não apenas as governa invisivelmente lá do alto, mas também está visivelmente nelas, santificando-as com o uso que delas faz. Tão grandes bens procedem do bendito fruto do sagrado seio da Virgem Maria.

Pela plenitude da tua graça, aqueles que estavam na mansão dos mortos alegram-se, agora libertos; e os que estavam acima do céu rejubilam-se renovados. Com efeito, pelo Filho glorioso de tua gloriosa virgindade todos os justos que morreram antes da sua morte vivificante, exultam pelo fim de seu cativeiro, e os anjos se congratulam pela restauração de sua cidade quase em ruínas.

Ó mulher cheia e mais que cheia de graça, o transbordamento de tua plenitude faz renascer toda criatura! Ó Virgem bendita e mais que bendita, pela tua bênção é abençoada toda a natureza, não só as coisas criadas pelo Criador, mas também o Criador pela criatura!

Deus deu a Maria o seu próprio Filho, único gerado de seu coração, igual a si, a quem amava como a si mesmo. No seio de Maria, formou seu Filho, não outro qualquer, mas o mesmo, para que, por natureza, fosse realmente um só e o mesmo Filho de Deus e de Maria! Toda a criação é obra de Deus, e Deus nasceu de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria deu à luz Deus! Deus que tudo fez, formou-se a si próprio no seio de Maria. E deste modo refez tudo o que tinha feito. Ele que pode fazer tudo do nada, não quis refazer sem Maria o que fora profanado.

Por conseguinte, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recriadas. Deus é o Pai da criação universal, e Maria a mãe da redenção universal. Pois Deus gerou aquele por quem tudo foi feito, e Maria deu à luz aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou aquele sem o qual nada absolutamente existe, e Maria deu à luz aquele sem o qual nada absolutamente é bom.

Verdadeiramente o Senhor é contigo, pois quis que toda a natureza reconheça que deve a ti, juntamente com ele, tão grande benefício.

(Das Meditações de Santo Anselmo, bispo – Séc. XII – Liturgia das Horas).

sexta-feira, 8 de junho de 2012

SÉRIE DOGMAS MARIANOS - MARIA MÃE DE DEUS



Estaremos iniciando uma série de postagens sobre os Dogmas relacionados a Virgem Maria, estes que são quatro:

1 - A MATERNIDADE DIVINA 
2 - A IMACULADA CONCEIÇÃO
3 - A VIRGINDADE PERPÉTUA
4 - A ASSUNÇÃO AOS CÉUS


Nesta primeira postagem falaremos da maternidade divina, ou seja, Maria é a mãe de Deus faremos da mesma maneira que as outras postagens, iremos ver nas sagradas escrituras, na sagrada tradição e no sagrado magistério.

NAS SAGRADAS ESCRITURAS

No primeiro capítulo do evangelho de São João ele narra da seguinte forma: 
"1.No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus... 14.E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade."


Em Jo 10, 30, Jesus afirma que: "Eu e o Pai somos um".

O que significa dizer que Jesus com certeza é Deus, agora, tendo conhecimento disso, vejamos o que Lucas diz em seu evangelho no capítulo 1 "42.Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!43.Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite?"


É fácil perceber que Maria é a mãe de Jesus, este que já vimos que é Deus assim como o Pai.


SAGRADO MAGISTÉRIO

Para se perceber a visão do magistério da Igreja, basta ver o que afirma o Credo Niceno - Contantinopolitano, que é o centro de nossa fé e que é rezado na nossa liturgia em solenidades:


"Creio em um só Senhor, Jesus Cristo,
Filho Unigênito de Deus,gerado do Pai antes de todos os séculos
Deus de Deus, Luz da luz,verdadeiro Deus de verdadeiro Deus,
gerado, não feito,da mesma substância do Pai.Por Ele todas as coisas foram feitas
.E, por nós, homens,e para a nossa salvação,desceu dos céus:
Se encarnou pelo Espírito Santo,
no seio da Virgem Maria,e se fez homem."

SAGRADA TRADIÇÃO

Vejamos uma parte do discurso de São Cirilo de Alexandria no concílio de Éfeso, este que se referiu sobre a Theotókos:


"Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem se apregoa nos Evangelhos: "bendito o que vem em nome do Senhor!" (Mt 21,9), por quem se encheram de igrejas nossas cidades, campos e vilas ortodoxas! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o vencedor da morte e o destruidor do inferno!
 Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem veio ao mundo o autor da criação e o restaurador das criaturas, o Rei dos céus! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem floresceu e refulgiu o brilho da ressurreição! Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem luziu o sublime batismo de santidade no Jordão!

Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem o Jordão e o Batista foram santificados e o demônio foi destronado! 
Salve, Maria, Mãe de Deus, por quem é salvo todo espírito fiel! Salve, Maria, Mãe de Deus, - pois acalmaste e serenaste os mares para que pudessem nossos irmãos cooperadores e pais e defensores da fé, serem conduzidos, com alegria e júbilo espiritual, a esta assembleia de entusiásticos defensores de tua honra!"


Rezemos pedindo a intercessão da Santa Mãe de Deus:

"Ó Mãe de Deus, fonte da misericórdia,torna-nos dignos de tua compaixão;volve o teu olhar para nós, o teu povo pecador;mostra-nos, como sempre, o teu poder.Depositando em ti a nossa esperança, nós te aclamamos:Salve! como outrora Gabriel, o príncipe dos Anjos".

segunda-feira, 21 de maio de 2012

EXISTE REENCARNAÇÃO?



Muitas falsas doutrinas chegam a afirmar que o nosso espírito é imperfeito e que, por não ser perfeito, existe um karma que o impede de chegar ao nirvana, que é o lugar das almas perfeitas, e que para acabar com esse karma, é necessário que o nosso espírito ou alma evolua através de processos reencarnatórios até que se chegue a esse grau de perfeição pleno.
Vejamos e analisemos o que afirma a santa doutrina da Igreja com relação a isso:

Na Sagrada escritura:
Na carta aos Hebreus no capítulo 9 e verso 27, o hagiógrafo, diga-se de passagem, não é São Paulo, afirma que: ”E como é um fato que os homens devem morrer uma só vez, depois do que vem um julgamento”, o que quer dizer que existe apenas uma só morte, levando a crer que como só morre uma vez, só nasce uma vez, portanto, não existe reencarnação.
Mas vejamos o que dizem os santos padres com relação a reencarnação:

Na Sagrada Tradição:
São Gregório de Nissa afirma que a Reencarnação é uma fábula injuriosa a dignidade humana.
Santo Agostinho no seu livro a Cidade de Deus afirma que: “Quanto mais nobre é crer que as almas voltam uma só vez aos seus próprios corpos (no momento da ressurreição final) do que admitir que elas tomem tantas vezes novos corpos!”


Isso quer dizer aquilo que Santo Irineu afirma em seu livro Adversus Haeresis, que a fé da ressurreição é incompatível com a fé da reencarnação.
Por último, vejamos o que afirma a Santa Igreja como Mãe e Mestra:

No Sagrado Magistério:
O Concílio de Constantinopla exprime-se assim: “Se alguém diz ou pensa que as almas dos homens pré-existem ou no sentido em que elas eram antes espíritos e santas potestades que, afastadas da contemplação de Deus, dirigir-se-iam a um estado inferior; e que por tal motivo, a caridade de Deus se arreceferia nelas – o que as faz chamar em grego de “almas” -  e que teriam sido conduzidas a corpos para a sua expiação, que seja anátema(ou seja a maior e o pior tipo de excomunhão) ”

Resumindo...
É fácil ver que em momento algum a igreja foi ou é a favor de algum tipo de reencarnação, de forma que nenhum texto bíblico leva a crer-se nisso, o que se torna mais fácil ser um erro de interpretação de quem lê. Dessa forma, quem é católico, não pode crer em reencarnação, e mais, deve lutar contra isso e pregar a verdadeira fé, que é a da ressurreição:
Rezemos pelos Hereges:
Ó Virgem poderosa, única que destes o golpe mortal a todas as heresias em todo o mundo, dignai-Vos de libertar o universo Cristão dos laços do demônio. Volvei os vossos olhos misericordiosos às almas seduzidas pela astúcia de Satanás, para que, rejeitando o veneno das heresias, os corações transviados se arrependam e voltem a unidade da verdade católica, mediante a vossa poderosa intercessão junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que vive e reina com Deus Pai em união do Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém

domingo, 13 de maio de 2012

EXISTE PURGATÓRIO?





É muito comum ouvirmos de um protestante que o Purgatório não existe e que essa história foi uma mentira inventada pela igreja na idade média para "vender territórios no céu", através das indulgências.

A idade média é um ponto a ser abordado no link de História da igreja e não iremos nos deter a ele, aqui mostraremos onde encontramos a oração pelos mortos, em especial, as almas do purgatório, segundo a Bíblia, a tradição dos Santos Padres e o Sagrado Magistério, onde a igreja como mestra e mãe, nos ensina a forma correta de crer nessas realidades.

Mas primeiro é de suma importância definir do que se trata a doutrina do Purgatório, para eliminarmos alguns equívocos.

NO SAGRADO MAGISTÉRIO

Primeiramente vejamos como o Catecismo da Igreja Católica define o Purgatório:
"Aqueles que morrem na graça e na amizade de Deus, mas imperfeitamente purificados, estão certos da sua salvação eterna, todavia sofrem uma purificação após a morte, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu." (CIC, §1030).

Ou seja, o Purgatório é um estado no qual após a nossa morte, iremos nos purificar para alcançarmos um estado de perfeição, e assim nos apresentarmos dignamente a Deus. O Catecismo afirma ainda que: 


"A Igreja chama de purgatório esta purificação final dos eleitos, purificação esta que é totalmente diversa da punição dos condenados. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório principalmente nos Concílios de Florença (1438-1445) e de Trento (1545-1563)". (§ 1031)


NAS SAGRADAS ESCRITURAS

A princípio, o termo Purgatório não existe na Bíblia, o conceito doutrinário de Purgatório está presente amplamente na Bíblia

1) Em Mt 12, 31 temos que: "Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste século nem no século vindouro." 

2) Em Cor 3, 9 - 15, temos uma explicação mais clara de São Paulo: 

"Nós somos operários com Deus. Vós, o campo de Deus, o edifício de Deus.Segundo a graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, mas outro edifica sobre ele.Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha.a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um.Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa.Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo.". 



3) Em Lc 12, 45 - 48 Jesus afirma que:

"Se aquele servo, porém, disser em seu coração: 'O meu senhor tarda a vir', e começar a espancar servos e servas, a comer, a beber e a se embriagar.o senhor daquele servo virá em dia imprevisto e em hora ignorada; ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos infiéis.Aquele servo que conheceu a vontade de seu senhor, mas não se preparou e não agiu conforme sua vontade, será açoitado muitas vezes.Todavia, aquele que não a conheceu e tiver feito coisas dignas de chicotadas, será açoitado poucas vezes.".

NA SAGRADA TRADIÇÃO

1)Didaqué, livro da doutrina dos primeiros século, atribuída aos doze apóstolos:


“Ao fazerdes as vossas comemorações, reuni-vos, lede as Sagradas Escrituras e oferecei preces a Deus; oferecei também a régia Eucaristia (...) tanto em vossas assembleias como em vossos cemitérios. O pão puro que o fogo tiver purificado e que a invocação tiver santificado, oferecei-o orando pelos mortos

2)São Cipriano – Bispo de Cartago do Século III – afirma que:
“(...) oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém”

3)Tertuliano –  Afirmara no seu escrito De Monogamia, no número 10:
“A esposa roga pela alma do seu esposo e pede para ele o refrigério, e que volte a se reunir com ele na ressurreição; oferece sufrágios todos os dias de aniversário de sua morte”

CONCLUSÃO



Percebe-se que na Sagrada Escritura, no Sagrado Magistério e na Sagrada Tradição, encontramos a oração pelos mortos e a doutrina do Purgatório sempre presente, de forma que esta doutrina é e sempre foi verdade de fé. Rezemos então pelas almas do purgatório:

Ó DEUS de bondade, de Misericórdia Tende piedade das benditas almas dos fiéis, que estão sofrendo e que padecem no purgatório, aliviai as suas penas, dai-lhe Senhor o descanso Eterno, e Fazei nascer para elas a LUZ perpétua. Amém.

Ó Maria  concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.